A Revista Brasileira de Preservação Digital publicou o artigo “Políticas de preservação digital em repositórios institucionais brasileiros: lacunas e a contribuição da Rede Cariniana”, de autoria de Keila Clarine Monteiro Campos e Miguel Ángel Márdero Arellano, vinculados ao Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (Ibict).
O estudo analisa o cenário da preservação digital em instituições brasileiras e evidencia possíveis fragilidades na formalização de políticas voltadas à preservação de longo prazo de acervos digitais científicos e institucionais. A pesquisa parte da compreensão de que a preservação digital é elemento essencial para garantir acesso contínuo, autenticidade e integridade aos objetos digitais armazenados em repositórios institucionais.
Segundo os autores, embora o Brasil tenha avançado na consolidação de repositórios interoperáveis e em políticas de acesso aberto, ainda persistem lacunas normativas relacionadas à preservação digital de longo prazo. O estudo demonstra que muitas instituições possuem infraestrutura tecnológica consolidada, mas ainda não formalizaram políticas institucionais específicas para orientar práticas de preservação digital.
Entre os casos analisados, o Arquivo Nacional e a Biblioteca Nacional aparecem como exemplos de instituições com políticas formalizadas e alinhadas a referenciais nacionais e internacionais. Já entre universidades federais, predominam iniciativas parciais ou em desenvolvimento. O artigo também ressalta que, apesar da relevância das infraestruturas cooperadas, como a Rede Cariniana, elas não substituem a necessidade de políticas institucionais próprias, capazes de integrar dimensões técnicas, administrativas e jurídicas da preservação digital.
Os autores destacam ainda que a Política de Preservação Digital da Rede Cariniana como um modelo orientador para apoiar instituições na elaboração de suas próprias políticas. O documento foi desenvolvido a partir da análise das lacunas normativas identificadas no cenário nacional e fundamenta-se em referenciais internacionais amplamente reconhecidos, como o modelo Open Archival Information System (Oais) e normas da International Organization for Standardization (ISO) relacionadas à confiabilidade de repositórios digitais.
Para conferir o artigo na íntegra, acesse: https://econtents.sbu.unicamp.br/inpec/index.php/rebpred/article/view/21034.
Fonte: @ibict (Instagram)